Com os alunos de 3º ano foi trabalhado o conto "João Pateta" de Guerra Junqueiro. Depois da leitura dialogada e exploração do texto, os alunos realizaram uma ficha de leitura digital nos tablets na aplicação Kahoot. Uma experiência a repetir.Este espaço dedica-se à divulgação da leitura e das atividades desenvolvidas pela BE'S do Agrupamento de Escolas de Fazendas de Almeirim
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Atividade com o 3º ano
Com os alunos de 3º ano foi trabalhado o conto "João Pateta" de Guerra Junqueiro. Depois da leitura dialogada e exploração do texto, os alunos realizaram uma ficha de leitura digital nos tablets na aplicação Kahoot. Uma experiência a repetir.Atividades em articulação com o 1º ciclo
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Maria Bethânia - "Cântico Negro/Não Enche" (Ao Vivo) – Carta de Amor
Cântico Negro de José Régio por Maria Bethânia
POESIA NA BE - A FESTA DA POESIA
João Villaret - "A Procissão", de António Lopes Ribeiro (RTP)
POESIA
na BIBLIOTECA ESCOLAR
POESIA LIDA, DECLAMADA, CANTADA... A FESTA DA POESIA CONTINUA!
Antonio Gedão - Pedra filosofal.wmv
POESIA
na BIBLIOTECA ESCOLAR
POESIA LIDA, DECLAMADA, CANTADA... A FESTA DA POESIA CONTINUA!
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Poesia na BE
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Comemoração do mês das Bibliotecas Escolares
Ainda no âmbito desta comemoração, encontram-se a decorrer na BE, durante toda a semana, sessões de poesia, declamada e cantada, com as turmas do terceiro ciclo.
Esta atividade foi planificada em articulação conta com os docentes de Português.
Os alunos manifestaram muito agrado por esta iniciativa.
Os alunos manifestaram muito agrado por esta iniciativa.
Florbela Espanca
Fernando Pessoa
E outros poetas maiores da Língua de Camões.
A
Pedra Filosofal
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Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista
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Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim
Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora
Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

EU NESSE TEMPO
(Sobre fotografia de Marcel Marceau)
Eu nesse tempo voava
tanto quanto me permito recordar
Coleccionava bonecos
e cromos para colar
e mitos
e voava no espaço da sala
evitando sair pela janela.
e cromos para colar
e mitos
e voava no espaço da sala
evitando sair pela janela.
O mundo era enorme
terrível
e eu voava.
terrível
e eu voava.
Ainda hoje por vezes
a horas mortas
abraço o ar
e dou comigo a voar
afastado dos caminhos
para que não digam que as asas
são apenas ornamento
do ofício de poeta.
a horas mortas
abraço o ar
e dou comigo a voar
afastado dos caminhos
para que não digam que as asas
são apenas ornamento
do ofício de poeta.
(in "Tempo Azul", José Fanha)
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